Práticas integrativas e complementares na construção do Bem Viver, mãos que acolhe, cuida e promovem uma vida.

Por Sandro Teixeira, técnico de campo do Projeto Paulo Freire

Diante de inúmeros cenários, em meio a tantas adversidades, perceber a presença do outro, a prática do cuidado e a empatia são relações que estão se perdendo em meio a tantas atribulações. As pessoas estão adoecendo. Muitas são acometidas por doenças físicas, mentais e espirituais. O peso nos ombros das inúmeras enfermidades traduzidas por elas e eles, tem transformado a humanidade em um celeiro de necessidades e a busca incessante por tratamentos rápidos e eficazes. Esse contexto nos torna reféns de um sistema onde, a todo o momento, somos induzidos a fazer uso de substâncias. Em algumas circunstâncias pela praticidade, crenças ou dificuldades de atendimento na rede pública de saúde, optam pela automedicação, caracterizando um grande risco à saúde.

No campo específico da saúde, a Cáritas Diocesana de Crateús (CDC), na sua missão de promover o evangelho, tem exercido a prática da escuta, do diálogo, do sentir e do agir como Jesus o fazia, acolhendo pessoas empobrecidas, em situação de miséria e abandono. Ao longo de sua trajetória, a CDC tem promovido práticas integrativas e complementares que tem sido um caminho em restabelecer a autoestima e a identidade, mudando a perspectiva do cuidado com a saúde integral da pessoa ao invés de tratar apenas doença. Essa percepção e opção faz das práticas interativas e complementares ferramentas de promoção da saúde física, mental e espiritual de seus agentes, parceiros e público acompanhado

Elas surgem da necessidade da partilha entre as pessoas em buscar um novo jeito saudável de viver, de se relacionar com a natureza, evidenciando a diversidade dos saberes, dos conhecimentos adquiridos e construídos ao longo da vida. Sua importância parte da necessidade de trabalhar práticas saudáveis, na prevenção de doenças (atenção básica), na busca pelo equilíbrio físico, mental e emocional, no autoconhecimento para poder cuidar da saúde. Isso se dá na troca de experiência entre sujeitos que já vivenciam essas práticas com aqueles que buscam vivenciá-las.

As praticas integrativas e complementares são legitimadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e adotada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), porém, se tornam, em geral, privilégio das elites.

ESPAÇO BEM VIVER

Hoje, a CDC dispõe do Espaço Bem Viver, destinado às práticas integrativas e complementares, dentre elas: Acupuntura, Auriculoacupuntura, Terapia Floral, Yoga, Reiki, Barra de Access Consciousness, Terapia Comunitária Integrativa, Aromaterapia, Constelação Familiar, Dinâmicas de Resgate da Autoestima e Chá da Tarde. O Espaço do Bem Viver quer ser um espaço popular de acolhida e partilha dessas praticas com as pessoas mais necessitadas.
Nesse tempo de isolamento social, decorrente da pandemia do COVID-19, algumas práticas têm sido ofertadas por meio das plataformas digitais ampliando a linha de ação, levando informação, formação e saúde as pessoas do campo e da cidade. Enfim, conta com contingente de profissionais em varias áreas, parceiros que contribuem e oferecem orientações para os cuidados com a vida e a saúde, integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.