Oficina de Reciclagem e produção de mudas em Bom Jardim-Tamboril

Foi realizada oficina de reciclagem e produção de mudas no último dia 26/11 na Escola Municipal de Ensino Fundamental Antônio Zeferino Veras, na comunidade de remanescentes de quilombo Bom Jardim, município de Tamboril-CE. O objetivo é mostrar de forma prática como utilizar materiais recicláveis, como garrafas pet e sacos plásticos para produzir mudas de maneira criativa e sustentável.

“Podemos utilizar garrafas pet para construção de pluviômetro caseiros, para medir os milímetros das chuvas, assim como criação de horta candeeiro, que aproveita de forma mais econômica a água e para construção de canteiros, e sacos adquiridos no dia-dia diretamente na produção de mudas, evitando a compra de mais materiais degradantes no comércio”, explicou Edevaldo Melo, técnico agrícola do projeto.

A ação é parte integrante do projeto “Semeando Bem Viver nos Sertões de Crateús”, realizado pela Cáritas Diocesana de Crateús (CDC), com financiamento da We World, até pouco tempo conhecida no Brasil como Intervita. A atividade ocorre em todos os municípios e em parceria com o projeto também realizado pela CDC, “Educação Contextualizada no Sertão do Ceará”, que é patrocinado pela Petrobras, e abrange além de Tamboril, Ipaporanga, Independência, Nova Russas e Quiterianópolis.

Por Eraldo Paulino, comunicador popular da Cáritas Diocesana de Crateús, com informações de Edevaldo Melo.

Gigi Castro em: Sistematização – 05 passos para compreender e comunicar experiência

“A sistematização é aquela interpretação crítica de uma ou várias experiências que, a partir de seu ordenamento e reconstrução, descobre ou explicita a lógica do processo vivido, os fatores que intervieram no dito processo, como se relacionaram entre si e porque o fizeram desse modo.” (Oscar Jara Holliday)
            
Falar sobre processos de sistematização me remete a como me encontrei com essa vertente do conhecimento. Fazia parte do Instituto Terramar e havia um grande projeto envolvendo o Fórum em Defesa da Zona Costeira Cearense, o Fórum de Pescadores e Pescadoras e a Rede de Educação Ambiental do Litoral do Ceará/REALCE. Pois. Projeto grande, muitas ações, três anos — e em meio a todas as tarefas, a de sistematizar a experiência. A entidade que financiava o projeto tinha/tem muita visão: proporcionou às suas parceiras um processo de capacitação em sistematização de experiências com uma consultoria que nos foi dada por Mara Vanessa, do estado da Bahia.
            
Nunca esqueço uma frase que Mara sempre dizia: é possível ser feliz enquanto se sistematiza. A razão de ser dessa afirmação deve se dar ao fato de que, no nosso país, os processos que envolvem reflexão e produção escrita geralmente requerem muito esforço — às vezes acompanhado de não pouco sofrimento. Particularmente, porém, encontrar essa possibilidade, esse possível num campo para mim então completamente novo, foi muito estimulante.
            
Sobretudo porque coube a tarefa, então, de animar a equipe de sistematização daquela que resultou numa publicação acompanhada de um cartaz/mandala e de um DVD de dados: Manguezais x Carcinicultura – lições aprendidas. Foram três anos nesse primeiro trabalho, para além dos três anos do próprio projeto. Muita gente envolvida, muita ação desenvolvida — mas um primeiro grande aprendizado: é preciso focar para sistematizar. E nesse processo, um outro importante encontro foi com a obra de Oscar Jara Holliday e o seu “Para Sistematizar Experiências”. Sedenta que estava de apreender de que forma poder compartilhar os aprendizados da questão que escolhemos como foco, seguir o passo-a-passo sugerido por esse autor facilitou em muito tudo aquilo que tínhamos que desbravar — tendo em conta que a nós cabia tornar o “S” do PMAS efetivo (PMAS = planejamento/monitoramento/avaliação/sistematização a que estão sujeitas todas as entidades da sociedade civil organizada, sobretudo as ONGs, ou seja, as chamadas organizações não governamentais — sabendo que para a parte da sistematização, geralmente, pouco se envida esforços no sentido de prever tempo/recursos e pessoal para tal tarefa).
            
E aí, quase que sem querer (rs), chegamos a um segundo aprendizado: o de que de fato é necessário se pensar em tempo, em recursos e em pessoas para que sistematizar não vire um estorvo na vida institucional de qualquer entidade, de qualquer grupo, de qualquer projeto. Mais: para que realmente seja um tempo de reflexão, de aprendizado — e, como diz Mara Vanessa, de também ser feliz.
 
Nesse sentido, passado já mais que um ciclo de sete anos desde que me propus tomar como minha, dentre tantas outras que exerço, a tarefa de contribuir para a sistematização de experiências relativas ao campo da educação popular no Ceará e no Brasil, eis-me aqui já também no segundo ciclo de sistematização junto à Cáritas Diocesana de Crateús/CDC, outra vez a lidar com a rica experiência de educação contextualizada no semiárido cearense da qual resultou, no primeiro momento, uma publicação, um jogo, um cartaz e um DVD de dados chamado: Retalhos de uma educação contextualizada — e um enorme subtítulo…
 
E porque para mim não basta saber fazer se não é possível compartilhar esse próprio modus operandi do que seja sistematizar, eis-me aqui na missão de buscar apreender os 5 passos dados pelo mestre Oscar Jara a partir de feições nossas, processos nossos, aprendizados nossos ao longo desse tempo — respondendo a uma provocação feita pela assessoria de comunicação do projeto da CDC, na pessoa do Eraldo, para ocupar o site do projeto com elementos do próprio projeto.
            
Isso porque para além de termos que, conjuntamente, chegar a produzir processos que resultem no compartilhamento da experiência de educação contextualizada em questão, havemos que chegar ao ponto em que realmente sistematiza quem viveu a experiência, sem necessidade de mediações feita por um sujeito externo ao processo que, conquanto possa aportar um olhar estranhado e, por essa razão, também significativo, nem por isso se faça necessário, se dadas não forem condições para isso.
            
E por que estou a dizer isso tudo? “Pela simples razão de que a aranha vive do que tece”, como já dizia Gilberto Gil. Ou, dito de outro modo, porque com uma experiência tamanha como a de uma educação contextualizada que extrapolou as fronteiras de um município (Tamboril — foco do primeiro processo de sistematização em 2008) para mais outros quatro (Nova Russas, Independência, Ipaporanga e Quiterianópolis), envolvendo mais de 70 escolas municipais e mais de 400 educadores/as junto a um conjunto de estudantes que chega ao número aproximado de 3.350 sujeitos em formação, não se pode pensar que uma única sistematização possa dar conta do que seja essa experiência!
           
Daí a necessidade de, ao tempo em que vamos tecendo esse processo, possamos ir urdindo outro: o da conscientização de que cada educador ou educadora, cada coordenador ou coordenadora, cada comunidade, cada escola, cada educando ou educanda pode ir tecendo igualmente processos de sistematização — para os quais, inclusive, nem haja espaço neste blog ou no site do projeto ou nas paredes onde esses processos se dão!
           
E nesse sentido, meu papel enquanto facilitadora desses processos é o de dizer: gente boa, vamos nos apropriar disso! Pois que é conhecimento da humanidade, ao qual todos temos direito — e às vezes mesmo o dever de assumir, tendo em conta que diante de tantos processos produtores desse conhecimento, como diz Boaventura Souza Santos, será um absurdo deixar-se perder os aprendizados gerados, as lições aprendidas, os caminhos trilhados por falta de um debruçar-se sobre eles.
           
Então a nossa proposta é ir, a cada mês (desde este novembro de 2014 a abril de 2015) escrevendo um pouco sobre os 5 passos que tornam possível a apreensão de uma experiência, por qualquer tipo de grupo/projeto/sujeito.
            
Que a nossa caminhada possa, então, se dar guiada pelo bom senso e pela confiança de que tão importante quanto fazer é refletir criticamente sobre esse fazer. E, assim, que possamos tecer conjuntamente tantos retalhos quantos forem necessários para que os caminhos trilhados pela educação contextualizada na região de Crateús, sertão dos Inhamuns, se disseminem e difundam mundo afora — não como receita, mas como referência de que é possível viver e ser feliz no semiárido.
 
*Por gigi castro – cantora/compositora/ facilitadora de processos de sistematização de experiências

Agentes Cáritas acompanham culminâncias em Independência

Na última quarta-feira (26/11) foram realizadas culminâncias das temáticas “Semiárido” e “Contação de Histórias” nas escolas das comunidades Mundo Novo, Juazeiro e Palestina, no município de Independência. Esteve presente no evento com ampla participação da comunidade a assessoria pedagógica do projeto “Educação Contextualizada no Sertão do Ceará”, que é realizado pela Cáritas Diocesana de Crateús e patrocinado pela Petrobras.

“Nessa segunda culminância realizada em 2014 a gente percebeu nitidamente a evolução de educandas, educandos e educadoras/es nesse processo. Percebemos claramente que o conteúdo foi muito bem desenvolvido e absolvido, e assim toda comunidade pode presenciar belas apresentações, com resgate da cultura e da história da comunidade, contação de histórias, poesias, teatro, comidas típicas, dança, etc.”, explicou Mirna Sousa, assessora pedagógica do projeto.

Mães e pais de estudantes ficaram impressionados principalmente com a reflexão através de dramatizações e outras ferramentas lúdicas a respeito da migração. Muitas e muitos lembraram de como no passado era muito mais forte a necessidade de ir embora, muitas vezes para se frustrarem em outras regiões, e hoje há mais possibilidades de desenvolvimento no campo com as tecnologias de convivência com o Semiárido, fazendo com que o Sertão seja cada vez mais um lugar bom de se viver.

Cáritas participará da II Semana de Educação, Ciência e Tecnologia no IFCE

A Cáritas Diocesana de Crateús (CDC) participará da II Semana de Educação, Ciência e Tecnologia do IFCE campus de Crateús (II SECT). Esta atividade ocorrerá de forma paralela à I Semana do Livro e da Biblioteca dos Sertões de Crateús, promovidos pelo Instituto de Educação Ciência e Tecnologia (IFCE), campus de Crateús. Os eventos serão realizados no período de 9 a 12 de dezembro, com palestras e minicursos ministrados por professores, alunos e convidados das áreas de Ciências Agrárias, Construção Civil, Química, Física, Matemática e Letras.

 Lucas Cavalcante representará a CDC no diálogo temático “Impactos da mineração no Sertão de Crateús”, ao lado de Daniel Costa, do grupo Tramas. Em foco a experiência desastrosa da mineração no Ceará, especialmente na região de Crateús, como no caso consolidado de Quiterianópolis e na iminência de atingir também as serras de Ipaporanga.

 A programação conta ainda com 20 minicursos ministrados por professoras/es, servidoras/es e estuantes do IFCE, da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Quanto às palestras, participam também membros da Academia de Letras de Crateús. A inscrição para os minicursos podem ser feitas até o dia 05 de dezembro, enviando a ficha de inscrição disponibilizada no site www.crateus.ifce.edu.br.

 O Concurso de Poesia, que integra a I Semana do Livro e da Biblioteca dos Sertões de Crateús, é aberto à participação de qualquer interessado do público interno e da comunidade em geral. A quantidade, o formato e o tema das poesias são livres. A banca julgadora será composta por membros da Academia Crateuense de Letras (ACL). A divulgação dos premiados será feita no último dia do evento (12/12). As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de dezembro. Para participar, o candidato deve enviar as obras para o email [email protected]

 Exposição Fotográfica

 A exposição fotográfica “Contrates, Memórias e Transcendências” retrata peculiaridades do nordeste brasileiro desde os anos 60 em registros feitos pelo fotógrafo, cineasta e jornalista Machado Bitencourt (Piracuruca-PI, 1942 – João Pessoa-PB, 1999). Trata-se de uma exposição itinerante, com 27 fotografias impressas e 100 imagens em projeção digital. Já passou pelas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Sousa, na Paraíba, sendo vista por milhares de pessoas.

A mostra é resultante do projeto “1000 Imagens de Machado Bitencourt”, produzido pela Eliro Produções, com patrocínio do fundo de incentivo à cultura do Governo do Estado da Paraíba (FIC Augusto dos Anjos) e coordenação da designer gráfico Alessandra Fontes e do jornalista e documentarista Elinaldo Rodrigues. O projeto teve como objetivo principal a digitalização e tratamento de 1000 imagens em cromo que integram o acervo do fotógrafo, falecido em 1999.

 Serviço:

II Semana da Educação Ciência e Tecnologia e I Semana do Livro e da Literatura dos Sertões de Crateús

Data: 09 a 12 de dezembro de 2014

Horários: 7h30 às 20h30

Inscrições em minicursos: até 05 de dezembro

Inscrições no concurso de poesia: até 8 de dezembro (no site

Onde: IFCE – Campus de Crateús

 

Exposição Fotográfica Contrastes, Memórias e Transcendências

Data: 09 a 12 de dezembro de 2014

Horários: 7h30 às 20h30

Onde: Hall do auditório do IFCE – Campus de Crateús 

 

*Com informações da Assessoria de Comunicação do IFCE.

Cáritas

história

 
  • É deste chão do Semiárido que brotam gritos de várias dimensões: humana, geográfica, política, econômica, social, cultural e religiosa. Tal realidade nos convoca a ver a necessidade das pessoas e do planeta, a somar na busca de garantia de espaço para acolhimento, do exercício da escuta, da valorização, do despertar das potencialidades, do refletir, e fundamentalmente o porquê de tantas práticas opressoras, de tanto desequilíbrio nas relações, da exclusão, da negação dos direitos a uma vida digna. Esses são os passos fundamentais para orientar e garantir o agir com as pessoas, no crescimento corresponsável de construção do bem viver.

  • A CDC assume, conjuntamente com a Cáritas Brasileira, a missão de testemunhar e anunciar o evangelho de Jesus Cristo, defendendo a vida, promovendo e animando a solidariedade libertadora, participando da construção de uma nova sociedade com as pessoas em situação de exclusão social, a caminho do Reino de Deus.

  • São nossas prioridades: 1. Formação e organização comunitária, defesa e conquista de direitos básicos, controle social das políticas públicas, articulação e mobilizações sociais; 2. Incentivo a produção agroecológica, comercialização justa e solidária, educação contextualizada de convivência com o Semiárido, educação ambiental (resíduos sólidos); 3. Fortalecimento da Rede Cáritas, articulação com as pastorais sociais, com as CEBs e com o conjunto da Igreja.

Diretoria da
Cáritas Diocesana
de Crateús

  •  

    PRESIDENTE:

    Pe. Jefferson Carneiro da Silva (Géu)

    VICE-PRESIDENTE:

    Ir. Maria Elza Fernandes Maia

    TESOUREIRA:

    Ir. Cristiane Inês Schvaab

    SECRETÁRIO:

    Pe. Francisco Helton Rodrigues Melo

    CONSELHO FISCAL

    1ª Titular: Rita Ferreira Martins

    2º Titular: João Roginaldo Feitosa de Melo

    3º Titular: Antonieta de Sousa Araujo

     

  • [Campo político]

    Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Agricultura e Assistência Social de Crateús; Secretarias Municipais de Educação de Tamboril, Nova Russas, Quiterianópolis, Ipaporanga, e independência Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE).

  • Participações

    A CDC integra a Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB), atuando nas formações com as redes municipais para a educação voltada para o semiárido, produção e sistematização de material, seminários e articulações envolvendo professores, pais, alunos e secretarias. Também faz parte da Escola Família Agrícola Dom Fragoso, atuando na formação continuada da pedagogia da alternância de filhos de trabalhadores rurais. Também compõe o Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido, a Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), os Conselhos Municipais de habitação, meio ambiente, criança e adolescente, Segurança Alimentar e Comitê Territorial do Território da Cidadania Inhamuns/Crateús.

  • Parceiros e Apoiadores
    [Campo Operacional]

    Cáritas Regional do Estado do Ceará; Cáritas Brasileira; Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Crateús, Tamboril, Nova Russa e Tauá; Paróquias de Independência, Crateús, Quiterianópolis, Nova Russas, tamboril, Ipaporanga, Tauá e Novo Oriente; Associação dos Agricultores Familiares de Quintais Produtivos de Quiterianópolis (ASAFAQ); Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Independência, Crateús, Quiterianópolis e Novo Oriente; Sindicato dos Servidores Municipais de Crateús/CE; Sindicato dos Professores de Crateús e Tamboril; Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará, Campus Crateús (IFCE).

  • Parceiros e Apoiadores
    [Campo financeiro]

    Ministério do Desenvolvimento Agrário com o Programa Dom Helder Câmara (PDHC); Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome com o Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC); Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Estado do Ceará; Banco do Nordeste do Brasil (BNB); Programa Brasil Sem Miséria, Educação Contextualizada com Patrocínio da Petrobras; KZE/Misereor, Alemanha; Escritório de Assistência para Desastres no Exterior da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (OFDA/USAID), Estados Unidos; Conferência Episcopal Italiana (CEI), Itália; We World, Itália. No ano de 2014, 93% dos recursos acessados são de origem nacional.

  • Parceiros e Apoiadores
    [Campo técnico]

    Escola Família Agrícola Dom Fragoso de Independência/CE.

onde estamos

 
  • Antiga Vila Príncipe Imperial, Crateús foi desmembrada de Castelo. Antes, território do Piauí, em 1889, assumiu o nome atual e em 1911, foi elevado à categoria de cidade. Crateús é um dos 1.133 municípios do Semiárido Brasileiro, que compreende nove estados (Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e norte de Minas Gerais) e tem 969.589,4 quilômetros quadrados de extensão, conforme dados do Ministério da Integração Nacional (2005). É nessa cidade, a principal da microrregião do Sertão dos Inhamúns-Crateús, que está instalada a nossa sede, porém temos atuação nos 20 municípios que compreendem esse microterritório, sete para além dos 13 que integram a Diocese de Crateús.

  • A concentração de terra por grandes latifundiários, a desertificação por
    conta das constantes queimadas, o manejo impróprio do solo e das águas e a degradação do Rio Poty são problemas da região. Caracterizado ainda pela aridez do clima, pela imprevisibilidade das chuvas e pela presença de solos pobres, o local não cede. O povo reinventa-se diante das adversidades. Arte, religião, política, música e festividades apresentam ricos traços de uma cultura plural e de histórica resistência social.

Convivência com o
Semi árido

  • De acordo com a ASA (Articulação do Semiárido Brasileiro), as secas resultam de fenômenos naturais que não devem ser combatidos, mas podem ser contornados a partir de soluções para uma convivência com o lugar. Com a caatinga como vegetação predominante, altas temperatura e a evaporação rápida, surge como alternativa a construção de boas estruturas para o armazenamento da água das chuvas para os períodos secos. Exemplos dessa atuação são os programas 1 Milhão de Cisternas (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2).

  • Nesse contexto, está inserida a Cáritas Diocesana de Crateús (CDC), que desenvolve e atua em projetos de convivência com o Semiárido, além de discutir e pautar o debate sobre as problemáticas da região. Um forte exemplo de ação é o Ecociclo, tecnologia que se deu a partir do projeto de Educação Contextualizada. Invenção de agricultores locais em parceria com a CDC. Outro método é o mapeamento do número de olhos d’água e a quantidade de recursos hídricos em cada município de ação.

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