Resab de Crateús realiza último encontro de 2014

Representantes de sindicatos de servidores/as públicos, trabalhadores/as rurais, de secretarias municipais de educação, educadoras/es militantes e agentes Cáritas que compõem o núcleo de Crateús da Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab) realizaram na manhã de hoje (03/12) a última reunião ordinária de 2014. O encontro foi marcado pela avaliação do ano que passou, apontamento de perspectivas para 2015 e confraternização entre as/os participantes.

No ano de 2014 foram apontados como avanços o envolvimento e a formação de educadoras e educadores nos cinco municípios onde o projeto “Educação Contextualizada no Sertão do Ceará” é realizado pela Cáritas Diocesana de Crateús, com patrocínio da Petrobras: Ipaporanga, Independência, Nova Russas, Tamboril e Quiterianópolis. “Também vimos como positivo o envolvimento da Resab na resistência aos grandes projetos na região, especialmente a iminente instalação de uma mineradora em Ipaporanga”, informou Erdimária Macedo, assessora pedagógica da Cáritas.

O projeto também favoreceu intercâmbios, e o avanço no debate para que a proposta se torne política pública, com a aprovação de projetos de lei que a educação contextualizada e a educação no campo em Nova Russas e Tamboril. Como desafios para 2015, foi discutido principalmente formas de fazerem retornar à ciranda da Resab entidades que antes participavam regularmente, como o MST, a Fetraece e outros sindicatos de trabalhadores/as rurais, para além do de Nova Russas, que vem participando efetivamente.

Agentes Cáritas acompanham culminâncias em Independência

Na última quarta-feira (26/11) foram realizadas culminâncias das temáticas “Semiárido” e “Contação de Histórias” nas escolas das comunidades Mundo Novo, Juazeiro e Palestina, no município de Independência. Esteve presente no evento com ampla participação da comunidade a assessoria pedagógica do projeto “Educação Contextualizada no Sertão do Ceará”, que é realizado pela Cáritas Diocesana de Crateús e patrocinado pela Petrobras.

“Nessa segunda culminância realizada em 2014 a gente percebeu nitidamente a evolução de educandas, educandos e educadoras/es nesse processo. Percebemos claramente que o conteúdo foi muito bem desenvolvido e absolvido, e assim toda comunidade pode presenciar belas apresentações, com resgate da cultura e da história da comunidade, contação de histórias, poesias, teatro, comidas típicas, dança, etc.”, explicou Mirna Sousa, assessora pedagógica do projeto.

Mães e pais de estudantes ficaram impressionados principalmente com a reflexão através de dramatizações e outras ferramentas lúdicas a respeito da migração. Muitas e muitos lembraram de como no passado era muito mais forte a necessidade de ir embora, muitas vezes para se frustrarem em outras regiões, e hoje há mais possibilidades de desenvolvimento no campo com as tecnologias de convivência com o Semiárido, fazendo com que o Sertão seja cada vez mais um lugar bom de se viver.