Jovens da comunidade Besouro criam projeto para conscientizar sobre o meio ambiente

Jovens da Escola José Domingos da Silva, na comunidade de Besouro, no município de Quiterianópolis, elaboram projeto para conscientizar famílias sobre o cuidado com o meio ambiente. A ideia do projeto veio a partir da temática “Família e Ecossistema” trabalhada pelo projeto Contexto na Escola.

A professora Ranieli Silva em conjunto com os alunos e alunas passaram a observar as diferentes realidades de comunidades vizinhas á Besouro e decidiram criar um projeto para tentar mostrar a realidade que se tem da poluição do meio ambiente. “A poluição do meio ambiente é de responsabilidade nossa”, afirmou a professora.

Através do projeto, alunos e alunas estão indo a cada comunidade e realizando palestras com outros alunos e alunas para tentar mostrar qual é a situação do planeta, principalmente sobre o bioma da região, caatinga. “Os alunos e as alunas estão conversando sobre nosso bioma, conscientizando que se continuarmos desmatando, poluindo rios, açudes, daqui uns anos não vamos ter água de qualidade para beber e um clima para sobreviver”, explicou Ranieli.

Outro ponto do projeto é sensibilizar as famílias, para que elas tenham cuidado com o meio ambiente. Segundo Ranieli, “para não poluir o solo, para que não gere doenças e conscientizar para que cultivem plantas nativas da caatinga, e que não plantem sementes de outros biomas”.

O Projeto Contexto trabalhou neste segundo semestre o tema “Família e Ecossistema” em 67 escolas. O Projeto tem apoio da weWorld e União Europeia.

Projeto Contexto participa da XIV Feira da Agricultura Familiar em Crateús

“Recebendo a primeira parada da Mostra de Filmes da Caravana CineGênero, a Feira contou ainda com um espaço fixo para exposição das atividades do Projeto Contexto com a presença de todos os parceiros da Plataforma Educação Marco Zero”

 A Plataforma Educação Marco Zero, promotora do Projeto Contexto: Educação, Gênero, Emancipação, marcou presença e movimentou atividades na XIV Feira da Agricultura Familiar e Economia Popular Solidária, realizada entre os dias 07 e 08 de junho, em Crateús. Com ações sendo mobilizadas em vários espaços do evento, o projeto, contou este ano, com um estande para exposição do trabalho que vem sendo realizado através dos parceiros da Plataforma Educação Marco Zero, mostrando a atuação e a abrangência das atividades que alcançam 20 municípios das regiões do Sertão de Crateús, Inhamuns, Canindé e Sertão Central.

Enfatizando o trabalho pedagógico e de acompanhamento promovido pelos parceiros, os visitantes, tiveram contato com materiais educativos ligados a educação contextualizada, divididas nas várias temáticas que são trabalhadas dentro das comunidades escolares durante todo o ano. Com banners, panfletos e cartilhas informativas, o público conheceu de perto desde as ações voltadas para as tecnologias de convivência com o Semiárido, até as que são desenvolvidas com participação da comunidade escolar, sociedade civil e os conselhos municipais, como as formações de mediação de conflitos e práticas restaurativas.

Para a Coordenadora Geral da We World Brasil, Monica Bonadiman, o espaço de exposição trouxe a oportunidade de mostrar a identidade de cada organização e o importante trabalho que vem sendo realizado numa ação coletiva, sem deixar de enfatizar os potenciais e as especialidades de cada parceiro da Plataforma Educação Marco Zero.

“Acredito que esse espaço de exposição na Feira conseguiu mostrar a união que existe nesses parceiros, e a riqueza que a Plataforma representa, com organizações que possuem competências muito específicas e com muito potencial, seja na abrangência da Educação Contextualizada, ou nas atividades sobre as questões de Gênero, são parceiros que estão dando as mãos para construir algo novo, é um projeto que tem feito a diferença no campo educacional e de transformação social”, ressaltou Monica.

Outro tema que foi destaque no espaço e em campanhas do projeto, foram as ações e orientações voltadas para o Enfrentamento à violência contra a mulher, sendo apresentadas não só nas atividades de cunho pedagógico, mas com materiais impressos e direcionamento sobre as medidas protetivas e os equipamentos de denúncia do Estado.

Para além do espaço fixo da exposição, a programação da Feira, recebeu duas grandes mobilizações do Projeto Contexto, reforçando a mensagem de empoderamento, respeito e igualdade de direitos! Com articulação dentro e fora do estande, a Campanha “Mulher, sua voz empodera! Grite”, conseguiu envolver mais de 30 pessoas, que durante os dois dias de exposição dos feirantes, esteve circulando com as plaquinhas da campanha, colhendo os “gritos” e denúncias de homens e mulheres que clamam por mais justiça, equidade e o rompimento de comportamentos que reforçam posturas de uma sociedade machista e patriarcal.

A Campanha começou em março deste ano e segue até novembro, e tem registrado mensagens de várias regiões do Brasil e do Mundo, como Camboja, Tanzânia e Itália. A ação que está sendo promovida pelo Projeto Contexto – Plataforma Educação Marco Zero, junto a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para as Mulheres do Ceará (CEPAM), pretende, em parceria com a prefeitura de Fortaleza, preencher um paredão com todas as fotos da campanha para expor de maneira permanente todos os gritos das mulheres. A ideia é levarmos também para a ONU Mulher, em Brasília e para o Governo do Estado do Ceará.

Outra iniciativa, que ampliou ainda mais o público e um novo espaço para os debates sobre gênero tanto na área acadêmica, como em diálogo aberto com a comunidade, foi o lançamento da Mostra de Cinema da Caravana CineGênero – 10.000 km de direitos, que teve sua estreia na programação da Feira.

A cada exibição, a mostra de filmes, promovia também uma roda de conversas contando com a presença de estudantes e professores universitários, além de militantes e representantes de movimentos sociais que são referência nas discussões de cada temática levada através da arte do cinema. Contamos com representação das mulheres pescadoras do Ceará, para o debate sobre o documentário “Mulheres das Águas”, e ainda a presença da militante Maria Beatriz Brito, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que nos cedeu o filme “Arpilleras: Atingidas Por Barragens Bordando a Resistência”. Os filmes foram exibidos pela manhã dentro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE/Crateús, e a noite, no Teatro Rosa de Moraes, na Praça Gentil Cardoso.

Por: Gabriela Martins – Assessora de Comunicação da We World Brasil

XIV Feira da Agricultura Familiar recebe o lançamento da Mostra de Filmes da Caravana CineGênero – 10.000 km de direitos

Uma Mostra de Filmes, que através da arte e cultura, leva a comunidade um diálogo aberto sobre gênero, liberdade, igualdade e a garantia de direitos das mulheres!

Ocupando dois horários da programação da XIV Feira de Agricultura Familiar, a Caravana CineGênero – 10.000 km de distância, fez sua primeira parada em Crateús, nos dias 07 e 08 de junho, trazendo para as rodas de conversa, filmes recém-lançados que tratam sobre o combate ao assédio, ao preconceito, ao machismo que ainda é predominante na sociedade, como algo naturalizado ou culturalmente aceito. Com o intuito de permitir a reflexão e o debate entre os mais variados públicos da Feira, a mostra de filmes foi aberta ao público e com exibição em dois locais diferentes, pela manhã dentro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará – IFCE/Crateús, e a noite, no Teatro Rosa de Moraes, na Praça Gentil Cardoso.

A estreia da Caravana, contou com filmes como o Chega de Fiu Fiu, que teve estreia no mês de maio em São Paulo e trata sobre a constante violência de gênero em espaços públicos urbanos, além de documentários como “Mulheres das Águas”, que retrata a vida e a luta de pescadoras nos manguezais do Nordeste do Brasil, e, o longa-metragem “Arpilleras: Atingidas Por Barragens Bordando a Resistência”, ganhador doprêmio de melhor documentário nacional pelo público no 44º Festival Sesc Melhores Filmes, em abril deste ano.

Representantes da militância e de movimentos sociais dentro da temática de cada filme, contribuíram com os debates realizados junto ao público, e enriqueceram o diálogo de desconstrução de posturas e comportamentos nitidamente demarcados como regra para homens e mulheres. Entre os participantes, a militante Maria Beatriz Brito, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Professor de Psicologia da Faculdade Princesa do Oeste (FPO/Cratéus), Kévin Batista, estiveram à frente das discussões, pontuando sobre os caminhos para combater atos e discursos que reforçam a cultura machista.

“A discussão que estamos fazendo nesse espaço é muito essencial e necessária, mesmo vendo um filme de 1996, como o Documentário – Gênero, Mentiras e Videotape, o debate é muito atual, mostra uma construção histórica, que faz parte de narrativas de sistema de opressão, mas com esse diálogo nós vemos que é possível criar novas narrativas, mais igualitárias, com mais acesso aos direitos, mais humanas posso dizer, são discussões que precisam continuar”, ressaltou Kevin Batista.

Durante a exibição do documentário “Mulheres das Águas”, a roda de conversa teve a presença das pescadoras da região, que compartilharam suas experiências de luta cotidiana contra o machismo e o preconceito.

“Eu gostei muito do filme, adorei, chega me emocionei! É muito bom ver essas mulheres, que como nós, são pescadoras, que metem a mão na lama, sem ter nojo de nada, elas são lindas. Nós vimos também outra realidade das pescadoras de outras regiões, tem coisas diferentes do que fazemos, ainda existe muito preconceito com as mulheres pescadoras, às vezes até de promotores, dizem que as mulheres não fazem nada, então é bom que as pessoas possam ver nosso trabalho”, disse a pescadora de Novo Oriente, Elisângela Oliveira.

Para Viviana Pittalis, da CISV, organização italiana parceira da Cáritas Diocesana de Crateús na execução do projeto que acompanha pescadores e pescadoras da região dos Inhamuns Crateús, ter um espaço para falar do papel da mulher na sociedade em geral já é muito importante para as discussões de Gênero, e para as pescadoras, foi um momento significativo e de valorização do trabalho que elas realizam.

“Esse momento está sendo muito precioso, principalmente para as pescadoras, o papel da mulher na pesca, é um papel atualmente invisível e não reconhecido, nem pelo Estado, nem pela sociedade, e até mesmo pelos pescadores e pescadoras. Então, aqui elas puderam ver experiências de outras mulheres, de outros Estados, ver que a luta que elas enfrentam, é a mesma luta de outras pescadoras, não é algo tão distante, e elas conseguiram compartilhar também aspectos do dia a dia delas, e do que significa ser mulher na pesca aqui no interior do Ceará”, enfatizou Viviana.

Por: Gabriela Martins – Assessora de Comunicação da We World Brasil

Novo Oriente assina carta em prol de uma Educação Emancipadora e Cultura de Paz

A construção de uma cultura de paz é um processo que soma muitos atores, poderes institucionais, a sociedade civil, as famílias, as escolas.  Nessa quarta-feira, em Novo Oriente, durante o II Encontro da Educação Emancipadora e Cultura da Paz se abriu um caminho para essa construção coletiva com o pacto entre a Vice-governadora do Estado Izolda Cela, escolas acompanhadas pelo Projeto Contexto: Educação, Gênero, Emancipação, que são 19 municípios das regiões do sertão de Crateús, Inhamuns, Canindé e Sertão Central, o Ministério Público do Estado do Ceará e a Secretaria de Educação do Estado do Ceará.

 

Esta aliança, que fortalece o compromisso com a cultura da paz foi firmada por meio de uma Carta de Intenções que celebra a implantação da mediação escolar em um caminho até uma educação emancipadora junto às ações do projeto Contexto que já acompanha os municípios com a proposta da educação contextualizada.

 

“O objetivo do Governo é qualificar o projeto educacional das criança e dos jovens e  que a escola se comprometa com o ensino de uma cultura de paz onde o diálogo seja a estratégia para a resolução pacífica dos conflitos e também expandir essa ideia para todo o território cearense, já começamos com 20 municípios e agora incrementamos com mais 19 municípios que participam do projeto Contexto” assim falou a Vice-governadora do Estado Izolda Cela.

 

Para a coordenadora pedagógica do Projeto Contexto pela Cáritas diocesana de Crateús, Ana Cecília dos Reis a educação contextualizada abraça a ideia de conhecer as realidades dos alunos  e das alunas e poder discutir essas realidades dentro do espaço escolar.“Falar de conflitos no ambiente escolar nos remete aos diversos contextos e isso é educação contextualizada. Ela é além do científico, ela é aquela provocação, aquela construção coletiva da paz. Então hoje acolhemos a proposta da SEDUC, da Vice-governadoria do Estado e do Ministério Público do Estado do Ceará dessas células de mediação de conflitos e celebramos essa abertura do governo até os municípios que já trabalham a educação contextualizada com o desafio de torná-la política pública” afirmou Cecília.

 

A Carta de Novo Oriente foi assinada por todas as entidades presentes, poderes públicos instituídos e organizações da sociedade civil e afirma o compromisso com a educação emancipadora e a cultura de paz para superar as desigualdades sociais.

 

Projeto Contexto

O Projeto Contexto nasceu de uma discussão que começou em agosto de 2015, em Tamboril, durante o I Seminário Territorial de Educação Emancipadora, onde foram lançadas as bases para a elaboração do projeto com o objetivo de propor uma nova política pública da educação no Ceará.

 

Com isso, o projeto contexto busca aproximar o ensino das escolas as realidades das famílias das comunidades rurais para uma educação que dialoga com a convivência com o semiárido, construindo o bem viver e fortalecendo as identidades dos alunos e das alunas assim como dos professores e das professoras.

 

Com um ano de execução o projeto celebra essa nova parceria que aproxima a ação da educação contextualizada a essa proposta do governo do estado que promove a mediação dos conflitos para reduzir a violência e difundir a cultura da paz e as práticas restaurativas.

Por: Comunicação Cdc

 

A educação contextualizada encontra o PPP: una oficina do projeto Contexto: educação, genêro, emancipação.

O mundo da educação implica transformação, evolução, formação, mas também desafio e resistência.

Imaginar tudo isso desconectado do contexto que nos circunda é impossível. Por isso formadores/as, professoras/es se reuniram na sede da Cáritas para começar uma série de encontros com o fim de discutir a introdução da educação contextualizada nos PPP(Projeto político pedagógico).

O que é um PPP?

Toda escola tem aspirações, metas e objetivos que querem alcançar. O conjunto desses elementos encontram realização nos projetos, planos detalhados do que se entende executar, políticos, que formam cidadãos conscientes, críticos e ativos e pedagógicos, que organizam atividades didáticas para o aprendizagem.

 

 

“A construção dos PPP tem que envolver alunos/as, os pais e mães, profissionais das escolas e não pode isolar o contexto, por isso hoje começa a primeira formação que vai durar o mês de maio todo, em 20 municípios, com o fim de estimular uma conversa sobre educação contextualizada e PPP” afirma Ana Cecília dos Reis, coordenadora do projeto Contexto: educação, gênero, emancipação, dentro o qual se realiza a oficina.

Participaram várias entidades e organizações, entre as quais: Cáritas,  Esplar, Secretarias municipais de educação de : Ipueiras, Crateús, Poranga, Tauá, Novo Oriente.

Todos e todas  para refletir sobre a construção de PPP mais sensível ao contexto e a um tipo de educação que inclui as comunidades a criar sentido e pertencimento. Educação para a transformação social.

“O dia de hoje foi proveitoso, porque fizemos um estudo para que os PPP refletem as identidades de cada escola, se adaptem para introduzir a educação contextualizada para desconstruir a didática e construí-la coletivamente com um cuidado especial para a cultura e as comunidades” assim falou Sidckleia Rodrigues, assessora da Secretaria da educação em Crateús.

O encontro se concluiu com uma avaliação final onde todas/os colocaram os seus sentimentos em relação ao estudo produzido.

Por: Lorenza Strano

Revisão: Viviane Brás